François Boucher foi um pintor francês, proponente do gosto Rocócó, conhecido pelas suas idílicas e voluptuosas pinturas de temas clássicos, ou alegorias decorativas, representando as artes, os pastorais. Pintou também bastantes retratos da sua ilustre patrona, Madame de Pompadur.
Nascido em Paris, filho de um desenhador de rendas, Nicolas Boucher, François Boucher foi talvez o mais celebrado artista decorativo do século XVIII, reflectindo a maioria do seus trabalhos o estilo Rocócó.
Com apenas 17 anos, e por iniciativa de seu pai, Boucher foi aprendiz de François Lemoyne (pintor do estilo Rococó, ao tempo já pintor consagrado), contudo passados apenas 3 meses começa a trabalhar com o gravador francês Jean - François Cars. Decorridos 3 anos Boucher ganha o Grand Prix de Rome, uma bolsa de estudo criada em 1663 durante o reinado de Luís XIV, destinada a estudantes das artes, a qual era atribuída pelo governo francês a jovens artistas que se distinguissem na respectiva categoria. Esta bolsa anual era destinada a artistas promissores (pintores, escultores, e arquitectos) que comprovavam o seu talento através de uma competição com eliminatórias muito exigentes.
Em 1731, é admitido como membro da Royal Academy of Painting and Sculpture como pintor histórico, tendo-se tornado membro do seu corpo docente em 1734.
A partir desta data a sua carreira é meteórica, passando rapidamente de professor a reitor da Academia,tornando-se em 1755 Chefe da Real Fábrica de Gobelin, e em 1765 Premier Peintre du Roi (principal pintor do rei).
Reflectindo a inspiração adquirida com artistas como Rubens, os primeiros trabalhos de Bouche retratam a natureza de forma idílica e tranquila. No entanto, a sua arte evolui para retratar cenas com um estilo definitivo de erotismo. As suas cenas mitológicas são apaixonadas e amorosas ao invés das tradicionalmente épicas.
François Boucher morre no dia 30 de maio de 1770 em Paris, França. O seu nome, juntamente com o da sua patrona, Madame de Pompadour, tornaram-se sinónimos do estilo francês Rococó.
Adenda:
Tomei agora conhecimento através do comentário do amigo Luís Montalvão, de que quem quiser ver um Boucher ao vivo, não precisará deslocar-se a Paris, pois poderá fazê-lo no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.
O quadro em questão está exposto na secção de ourivesaria francesa, antes da sala Patiño, e é uma das muitas obras pelas quais vale a pena ir até à Rua das Janelas Verdes.
Adenda:
Tomei agora conhecimento através do comentário do amigo Luís Montalvão, de que quem quiser ver um Boucher ao vivo, não precisará deslocar-se a Paris, pois poderá fazê-lo no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.
O quadro em questão está exposto na secção de ourivesaria francesa, antes da sala Patiño, e é uma das muitas obras pelas quais vale a pena ir até à Rua das Janelas Verdes.

















































